quinta-feira, 26 de março de 2015

CORAÇÃO MIMEOGRAFADO



             Bom dia, amigos! Meu segundo livro de poesias acaba de sair do forno... é o "Coração mimeografado". O livro é lançado em formato PDF (um e-book) e o mesmo é gratuito! Para ler o livro ou mesmo baixá-lo basta acessar aqui http://issuu.com/marcelobizar/docs/cora____o_mimeografado.
             Neste livro o prefácio e de meu amigo e parceiro José Alves Filho, o Kaju Filho, o que me deixou extremamente feliz! Negossiguinte... fiquem à vontade para compartilhar comigo esses poemas, que agora, depois de virem à público, tornaram-se nossas poesias!
              Hoje estarei com outros amigos no Sarau dos Sambistas, são eles: Haroldo Cesar, Rodolfo Caruso, Kaju José Alves Filho, Beto Machado, Onesio Meirelles, Zeh Gustavo e Valter Rodrigues. Nesta quinta (26), 18h. A entrada é frnaca e o microfone estará aberto. Estaremos com nossos livros! O meu primeiro livro o Aquarele também estará presente! Estaremos fazendo uma homenagem a Nei Lopes! Venha sarauvar com a gente!

    Poesia de Marcelo Bizar
    issuu.com
     
     
     
    É hoje, amigos! Estamos aguardando todos vocês! O Sarau dos Sambistas! Pode chegar com sua poesia, sua música, sua voz... o microfone estará aberto... vamos SARAUVAR!

domingo, 18 de julho de 2010

Romance policial escrito diretamente no blog - Lua de Lukni (capítulo 1)

Lua de Lukni
  • Capítulo 1
          A piscina não tinha nem cinco anos. O sangue que da grama escorria até as bordas de metal, couro, azulejos e mármore pingava sobre as águas azuis da piscina tornando-se quase rosa ao dissipar-se na água. As pernas de Lukni se encontravam sobre o mármore enquanto seus braços se projetavam na grama.
          O detetive Longbar já tinha todas as informações de como foi encontrado o corpo quando chegou ao local do crime.  Ele sabia porque sempre insistia em saber exatamente como o corpo havia sido encontrado, com muitos detalhes. Todos que trabalhavam com ele tinham conhecimento dessa mania. Os que o tinham no círculo de amigos recordavam sempre que o motivo era o 'caso Admeira', uma prostituta morta em Copacabana no ano de 1995. Ela fora encontrada na areia da praia com seu corpo colocado na areia numa posição que por si só era um enigma proposto por seu assassino. Quando esse fato foi percebido por Longbar o criminoso já tinha saído do Brasil.
          Longbar era um detetive meticuloso, sério, de um humor único. Seus colegas o chamavam de 'O Eremita de Xerém' pois ele vivia isolado num sítio na área rural da cidade de Duque de Caxias. Apesar de viver isolado ele não se sente solitário, pois como ele mesmo diz "não saio de casa mas tô ligado no mundo todo", referência às suas atividades virtuais, pesquisas, contatos e investigações feitas através da Internet. Só não se pode falar com Longbar de virtual ou Internet, ele abomina certos termos muito comuns na área da computação, aliás, ele não gosta nada de estrangeirismos. Ele diria 'construída' no lugar de virtual e 'teia de informações' no lugar de Internet.

Algumas poesias de Marcelo Bizar

Cantiga enfadonha (de)para um poeta

Em busca do verso
que se acomode
no ninho incólume
do contrasenso
paisagens norteiam
nortes, não-nortes
e as bússolas falham
com seus ponteiros
o verso que antes
cabia à monta
hoje nada pode
realizar
verso por verso
vida por vida
verso que à vida
pode esperar


O pesto à montada
reclamava o Tejo
das suas ideias
do que não poderia
mais versejar

Encontra o vinho
que lhe adormece
e sonha com ninfas
do entretanto
parece uma peça
de teatro mudo
ourives das danças
de entre-pestes
cajado partido
por imprudência
o gajo disforme
se estremesse
vinho por vinho
morte por morte
vinho que à morte
quer celebrar

O resto à parada
revolta o mundo
das suas madeixas
de máculas imundas
mas quer voar

poeta ele diz
que já lhe cabe
mas não reconhece
seu moribundo
vivido por ele
como um comparsa
o gajo poeta
descobre ao fundo
o seu enfadar-se
e então se cala






M.Bizar
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Faces

Leva um susto e nada diz
o mundo ferve e ele anda nas nuvens
seu olhar sem fúria, seus dentes alvos
o andar reto, sem dúvidas, o carrega
o homem da face congelada
não queria lutar por nada
o homem de uma só face
tenta usar seu sorriso pra se esconder
diante de suas duras faces que oculta

Não há cara com face
só há homem de faces
de fases, de marcas
de ódio e amor
as frases que ditam
verdades e mentiras
dores e alegrias
de noite e de dia
na terra, no ar
então lance a moeda
e um dos lados lhe dirá
a face que hoje o homem vai usar


O medo e a coragem de mãos dadas
procuram nas faces do homem sem rosto
as curvas fincadas na pele envelhecida
o sorriso congelado ainda ele mostra
o homem da face congelada
não muda seu jeito por nada
o homem de uma só face
quebrou seus espelhos pra não se ver
diante de suas duras faces que oculta


Não há cara com face
só há homem de faces
de fases, de marcas
de ódio e amor
as frases que ditam
verdades e mentiras
dores e alegrias
de noite e de dia
na terra, no ar
então lance a moeda
e um dos lados lhe dirá
a face que hoje o homem vai usar


M.Bizar   (05.05.2010)

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entre mim
e o espelho
um ser
que desaconselho    

M. Bizar
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ALGUMAS POESIAS ALGUNS SENÕES


A poesia nos dá a dimensão ideal
do ser humano.


O olho do furacão é estrábico.


Poeta é aquele que não faz ideia
diante da folha em branco.




Diz o poeta:
matem a poesia
acabem com a
neurose de versejar
A poesia responde:
não sou feita de versos
mas de ações ao portador


QUEM VEM LÁ
DE ONDE?
PASSOU


olho
d(DENTRO)o
furacão



M.Bizar
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